Poema com espera
"È estranho que este outono
seja de dias de sol,
e que se passeie, por aí,
esta pele de amantes ,
na época triste das àrvores e das vindimas."
Pensava nisto antes de se me revelar
o poema.
Decidida a relatar a meteorologia
do último dia de setembro,
interrompi o silêncio e o desejo:
mordia os teus lábios como se morde uma uva -
os dentes brancos entram
distraídos pela carne cor de rosa.
Mas enquanto tu pensavas na pele e
quem sabe se nos meus lábios,
e eu escrevia este poema,
o irreversível quotidiano inundou o quarto,
tal como antes o inundava o sol,
impedindo assim as metáforas do beijo.
seja de dias de sol,
e que se passeie, por aí,
esta pele de amantes ,
na época triste das àrvores e das vindimas."
Pensava nisto antes de se me revelar
o poema.
Decidida a relatar a meteorologia
do último dia de setembro,
interrompi o silêncio e o desejo:
mordia os teus lábios como se morde uma uva -
os dentes brancos entram
distraídos pela carne cor de rosa.
Mas enquanto tu pensavas na pele e
quem sabe se nos meus lábios,
e eu escrevia este poema,
o irreversível quotidiano inundou o quarto,
tal como antes o inundava o sol,
impedindo assim as metáforas do beijo.

1 Comments:
É bom voltar a ler-te. :)
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